Confesso que usei esse primeiro post no Mulher 7×7 para satisfazer uma curiosidade pessoal. Não sou exatamente uma viciada em manicure, mas gosto de olhar pra minha mão e ver as unhas bem feitas. Acho que faz toda a diferença. Eu costumo escolher a cor do esmalte de acordo com o estado de espírito. Se estou de bom humor, passo vermelho, se o dia está uma porcaria, passo café ou branco. E nessas idas e vindas à manicure, sempre me pergunto de onde as empresas de cosméticos tiram os nomes dos esmaltes e, mais do que isso, sempre quis saber quem é essa pessoa que ganha a vida olhando pra um vidrinho colorido e pensando: “Esse tem cara de… Pipoca doce”.
Pois bem, descobri que o trabalho é um pouco mais complexo do que parece, e não é feito por uma pessoa especificamente, e sim por uma equipe. Denise Joerges, gerente de marketing da Aeger, empresa que fabrica os esmaltes Ana Hickmann, explica que o primeiro passo para definir o nome dos esmaltes é fazer uma reunião com oito mulheres das áreas de marketing, desenvolvimento e comunicação. Com os vidrinhos na mesa, elas sugerem nomes que combinem com o tema da coleção. “É claro que existe toda uma pesquisa de tendência de moda e comportamento por trás disso. Não fazemos essa escolha aleatoriamente”, explica. Depois de sugeridos os nomes, elas fazem etiquetas e colam cada nome nas embalagens, para ver qual deles combina com que cor. Se a dúvida persistir, é criado um painel que fica disponível para as outras funcionárias da empresa votarem.
Para Gabriela Garcia, diretora executiva da Hypermarcas, empresa detentora da marca Risqué, o sucesso da coleção “7 vermelhos capitais” deve muito ao nome dos esmaltes. Segundo ela, essa foi a primeira coleção a brincar com os nomes das cores, batizando os esmaltes com títulos inusitados como “Pura Luxúria” e “Doce Orgulho”. Gabriela conta que apesar das pesquisas serem intensas, não existe uma regra para o processo criativo na Risqué: às vezes os nomes dos esmaltes são criados antes de a coleção ser definida. Não foi o caso do “Azulcrination”, que faz parte da edição especial Sweet Rock’n Roll, desenvolvida em parceria com a modelo Isabeli Fontana. O nome do esmalte partiu da própria modelo, que usava a palavra “azucrinar” com frequência no dia-a-dia. “O produto e o nome encaixaram perfeitamente bem, e nós aceitamos a sugestão dela”, conta Gabriela.
Na Impala, a criação dos nomes é a última etapa do processo de idealização da coleção, e uma regra que deve ser seguida é sempre colocar um nome que remeta à cor do esmalte, para facilitar a compra do produto. Para Shirley Lima, que cuida da comunicação da Impala, o nome dos esmaltes não é decisivo nas vendas, mas de algum modo influencia o comportamento das mulheres na hora de decidir a cor do esmalte que vão usar. E você, como escolhe a cor do seu esmalte? Pelo nome? Pelo estado de espírito? Ou pelas tendências da moda?

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